A Ford Europa desenvolve testes especiais para verificar a resistência dos materiais de seus veículos. Alguns desses processos de engenharia envolvem instrumentos que se assemelham a “torturas medievais” e uma investigação ao estilo de Sherlock Holmes para prever e evitar o desgaste, arranhões e outros danos que o interior do carro possa sofrer, como ilustra o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=mSNE61Zg3Mc&feature=youtu.be
Nos laboratórios da empresa na Alemanha é “investigado”, por exemplo, se refrigerantes, café, água, lama, graxa e produtos químicos corrosivos, como removedores de esmalte, cremes para mãos e sprays de cabelo, são capazes de danificar os tecidos, plásticos e borrachas da cabine. As análises e resultados são compartilhados com todos os centros de desenvolvimento de veículos da Ford no mundo.
 
“Buscamos investigar no detalhe para entender exatamente como os danos acontecem e podem ser evitados ou reduzidos. Os testes devem evoluir continuamente para atender as mudanças nas tendências de uso do cliente e também as novas tecnologias”, diz Robert Luetzeler, gerente de Engenharia de Materiais da Ford na Alemanha. “Os carros fazem parte do cotidiano das famílias e as crianças são os clientes mais exigentes, porque estão sempre brincando.
Além disso, os adultos transportam animais de estimação, materiais diversos e até fazem refeições rápidas no interior do veículo. Também muitas mulheres usam o espelho do quebra-sol para se maquiar”.
Entre outras, as provas a que os materiais são submetidos nesse trabalho incluem:
Atritar as superfícies 600 vezes com uma peça metálica cheia de pontas – inspirada numa arma medieval, a maça –, simulando o contato com fivelas de cintos, joias e botões de calças.
Esfregar tecidos 60.000 vezes durante 17 horas seguidas em uma máquina de alta tecnologia para checar o desgaste.
Passar discos de lixa repetidamente sobre tapetes.
Bater uma bola de borracha – dez vezes mais pesada que uma bola de futebol comum – em superfícies de plástico a temperaturas de até 30°C negativos, em que o plástico fica mais frágil.
Medir a quantidade de fiapos de tecidos que ficam presos no contato com o estofamento.
Molhar o tecido com água e deixar secar para verificar a existência de manchas.
Submeter os materiais a luz ultravioleta durante 3.750 horas (156 dias) sem parar, simulando cinco anos no sol mais intenso da Terra.
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