Com a demanda crescente pelos produtos brasileiros, fabricantes revêem projeção e estimam um crescimento anual de 15%.

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram de janeiro a junho deste ano um total de 327.850 unidades, correspondendo a uma expansão de 10,7% sobre as 296.275 unidades fabricadas no mesmo período de 2017, conforme dados divulgados pela ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. Estas fabricantes são responsáveis pelos produtos de 10 marcas: Caloi, Cannondale, GT, Schwinn, Houston, Audax, Sense, Sense e-bikes (elétricas), Oggi e Ox.

Na análise de João Ludgero, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da entidade, o avanço da produção reflete as mudanças no perfil da demanda do mercado nacional. “A demanda pelos produtos nacionais e principalmente pelas bicicletas fabricadas no PIM tem sido crescente neste ano. Os consumidores têm requisitado, cada vez mais, maior valor agregado, qualidade e custos competitivos. Estamos trabalhando com muito empenho para atender a estas expectativas”, diz.

Além disso, Ludgero afirma que há uma evolução constante da demanda estimulada pelo aumento das malhas cicloviárias nas cidades e, ainda, verifica-se uma clara opção pela bicicleta para práticas de esporte e lazer. Outro fator que contribui para esta situação, segundo ele, está relacionado aos lançamentos de novos modelos brasileiros alinhados em tempo com os produtos internacionais. “Nossos produtos estão em linha com as tecnologias de outros países e isso tem trazido vantagens para as marcas instaladas em Manaus”, comenta Ludgero.

Com o desempenho em alta registrado no primeiro semestre, a indústria de bicicletas do PIM reviu sua projeção inicial e, agora, pretende produzir 765.000 unidades em 2018, o que representará um crescimento de 15% sobre as 667.363 fabricadas no ano passado. A projeção inicial era de uma alta de 9% na produção de 2018, alcançando 727 mil unidades.

Desempenho mensal e categorias

Segundo os dados da Abraciclo, especificamente em junho foram produzidas 46.761 bicicletas no PIM, correspondendo a um avanço de 14,9% sobre as 40.708 fabricadas no mesmo período de 2017. Na comparação com maio (61.020 unidades), houve recuo de 23,4%. Esta queda está relacionada diretamente à crise de abastecimento provocada pela greve dos caminhoneiros, na avaliação da entidade.

Os volumes de bicicletas produzidos no PIM foram distribuídos para a comercialização, nos primeiros seis meses do ano, nas seguintes regiões do País: Sudeste, com 52% das unidades; Sul, 22,7%; Nordeste, 13,1%; Centro-Oeste, 7,5%; e Norte, com 4,7%.

Os dados divulgados pela entidade mostram também que em junho foram produzidas 22.383 bicicletas da categoria Urbana, correspondendo a uma retração de 34,9% sobre maio (34.392 unidades). Mountain Bike, MTB, contou com 23.560 unidades, volume 10% menor em comparação com o mês anterior (26.170 unidades). A categoria Estrada totalizou 818 unidades, significando um aumento de 78,6% sobre maio (458 unidades).

Em participação na produção total, a MTB aparece no topo com 50,4%, seguida da Urbana, com 47,9%, e da Estrada, com 1,7%. Vale destacar que o segmento MTB vem crescendo principalmente porque envolve um tipo de bicicleta que passou a ser utilizado nas cidades, apesar de sua aplicação clássica como veículo off-road.

Importações até maio

Pelos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) analisados pela Abraciclo, a importação de bicicletas em todo o território nacional totalizou 38.558 unidades no período de janeiro a maio deste ano, data da mais recente informação oficial disponível. O volume ficou 6,3% abaixo do registrado em igual período de 2017 (41.166 unidades).

Nos cinco primeiros meses do ano, as bicicletas importadas no Brasil vieram basicamente da China (32.039 unidades), Taiwan (2.437), Canadá (1.801), Camboja (1.110) e Portugal (662).

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