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A Itaipu Binacional inicia em Foz do Iguaçu, no Paraná, a montagem dos 32 compactos 100% elétricos do modelo Renault Twizy, que fazem parte do acordo de cooperação tecnológica assinado no ano passado entre Renault e Itaipu.
 
De acordo com Margaret Groff, diretora financeira executiva de Itaipu, “o Twizy será integrado ao sistema de mobilidade inteligente de Itaipu. O objetivo é desenvolver soluções inovadoras na área de logística. A infraestrutura para o veículo elétrico ainda é um desafio para o Brasil e o mundo”.
 
O trabalho começou no final de outubro, em uma área especialmente preparada dentro do complexo hidrelétrico. A intenção é montar um carro por semana.
 
"Essa é a primeira vez que um veículo Renault é montado fora de uma fábrica da marca. Essa iniciativa demonstra, portanto, a importância que essa parceria tem para a Renault. Acreditamos que o futuro da mobilidade passa, necessariamente, por veículos zero emissão, e estabelecer esse tipo de parceria só reforça que estamos no caminho certo", afirma Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.
 
A atividade mobiliza engenheiros e técnicos da matriz da Renault, na França; da fábrica do Twizy instalada em Valladolid, na Espanha; da fábrica da Renault em São José dos Pinhais; do Parque Tecnológico Itaipu (PTI); e da própria binacional.
 
O chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, que é coordenador brasileiro do Programa VE, explicou que a binacional pretende promover estudos de nacionalização dos componentes do veículo e, no futuro, preparar fornecedores de peças para o mercado regional.
 
“A nossa expectativa é que encontremos pelo menos 60% dos fornecedores [de peças] deste veículo no País. Isso é importante porque entra numa faixa boa de nacionalização, o que faz com que o preço do carro caia muito, além de gerar emprego e renda no Brasil”, afirmou.
 
O modelo de dois lugares, hoje à venda para o consumidor final apenas na Europa, integra uma categoria automotiva especial, projetada para uso urbano e características de um quadriciclo.
 
Todas as unidades montadas em Itaipu serão utilizadas exclusivamente para estudos e trabalhos internos, dentro dos limites do complexo hidrelétrico. Também poderão ser utilizados pelos empregados pelo sistema de car sharing (compartilhamento).
 
Como é o trabalho
 
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Os 32 Twizys chegaram à Itaipu em regime SKD (semi knock down, na sigla em inglês) – ou seja, parcialmente desmontados. Na usina, o trabalho envolve a integração do sistema de tração, bateria e motor elétrico, além da carroceria – totalizando aproximadamente 90 peças.
 
“Na Espanha, a montagem do Twizy é automatizada; aqui, o processo é mais manual, justamente porque o interesse de Itaipu não é produzir e fazer volume, mas conhecer a tecnologia”, explicou Celso Novais. Toda a estrutura montada pela Itaipu para desenvolver esse projeto conjunto está em linha com o que é preconizado pela Renault na Europa.
 
Para a equipe de Itaipu envolvida no projeto, o contato com os profissionais da Renault é uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos em tecnologia e aprimorar os projetos desenvolvidos dentro do Programa VE. “Muitas coisas não adianta ver só no papel [em manuais]. Por isso, todos têm sido fundamentais para dar dicas importantes sobre o carro e a montagem. É um trabalho que está sendo muito produtivo”, destacou o engenheiro Nabor Ferreira Cabral, da Itaipu.
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A Itaipu Binacional inicia em Foz do Iguaçu, no Paraná, a montagem dos 32 compactos 100% elétricos do modelo Renault Twizy, que fazem parte do acordo de cooperação tecnológica assinado no ano passado entre Renault e Itaipu.
 
De acordo com Margaret Groff, diretora financeira executiva de Itaipu, “o Twizy será integrado ao sistema de mobilidade inteligente de Itaipu. O objetivo é desenvolver soluções inovadoras na área de logística. A infraestrutura para o veículo elétrico ainda é um desafio para o Brasil e o mundo”.
 
O trabalho começou no final de outubro, em uma área especialmente preparada dentro do complexo hidrelétrico. A intenção é montar um carro por semana.
 
"Essa é a primeira vez que um veículo Renault é montado fora de uma fábrica da marca. Essa iniciativa demonstra, portanto, a importância que essa parceria tem para a Renault. Acreditamos que o futuro da mobilidade passa, necessariamente, por veículos zero emissão, e estabelecer esse tipo de parceria só reforça que estamos no caminho certo", afirma Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.
 
A atividade mobiliza engenheiros e técnicos da matriz da Renault, na França; da fábrica do Twizy instalada em Valladolid, na Espanha; da fábrica da Renault em São José dos Pinhais; do Parque Tecnológico Itaipu (PTI); e da própria binacional.
 
O chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, que é coordenador brasileiro do Programa VE, explicou que a binacional pretende promover estudos de nacionalização dos componentes do veículo e, no futuro, preparar fornecedores de peças para o mercado regional.
 
“A nossa expectativa é que encontremos pelo menos 60% dos fornecedores [de peças] deste veículo no País. Isso é importante porque entra numa faixa boa de nacionalização, o que faz com que o preço do carro caia muito, além de gerar emprego e renda no Brasil”, afirmou.
 
O modelo de dois lugares, hoje à venda para o consumidor final apenas na Europa, integra uma categoria automotiva especial, projetada para uso urbano e características de um quadriciclo.
 
Todas as unidades montadas em Itaipu serão utilizadas exclusivamente para estudos e trabalhos internos, dentro dos limites do complexo hidrelétrico. Também poderão ser utilizados pelos empregados pelo sistema de car sharing (compartilhamento).
 
Como é o trabalho
 
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Os 32 Twizys chegaram à Itaipu em regime SKD (semi knock down, na sigla em inglês) – ou seja, parcialmente desmontados. Na usina, o trabalho envolve a integração do sistema de tração, bateria e motor elétrico, além da carroceria – totalizando aproximadamente 90 peças.
 
“Na Espanha, a montagem do Twizy é automatizada; aqui, o processo é mais manual, justamente porque o interesse de Itaipu não é produzir e fazer volume, mas conhecer a tecnologia”, explicou Celso Novais. Toda a estrutura montada pela Itaipu para desenvolver esse projeto conjunto está em linha com o que é preconizado pela Renault na Europa.
 
Para a equipe de Itaipu envolvida no projeto, o contato com os profissionais da Renault é uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos em tecnologia e aprimorar os projetos desenvolvidos dentro do Programa VE. “Muitas coisas não adianta ver só no papel [em manuais]. Por isso, todos têm sido fundamentais para dar dicas importantes sobre o carro e a montagem. É um trabalho que está sendo muito produtivo”, destacou o engenheiro Nabor Ferreira Cabral, da Itaipu.
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