O assunto já foi notícia nos primeiros meses de 2014. O país que já foi o terceiro maior produtor de veículos da América do Sul vê, agora, sua indústria automobilística em queda livre, com produção 80% menor do que em 2013. O problema é que o governo do ditador Nicolas Maduro controla o fluxo de dólares no país e restringe seu fornecimento ao setor que, assim, não tem como pagar as importações de autopeças.
 
Dessa forma, a crise chega ao Brasil, pois, segundo o Sindipeças, as exportações nacionais para a Venezuela, entre janeiro e maio deste ano, caíram 79%, um valor de US$ 23 milhões, em relação ao mesmo período do ano passado. Os fabricantes brasileiros sentiram o impacto e temem pelo pior.
 
A fábrica da Ford, em Valência, a cerca de 180 quilômetros de Caracas, por exemplo, continua funcionando precariamente com seus 2.500 empregados comparecendo todos os dias aos seus postos de trabalho. Seus empregos estão protegidos por rígidas leis trabalhistas. Eles produzem, diariamente, um punhado de modelos Fiesta e Explorer.
 
A produção e a venda de veículos na Venezuela estão caindo rapidamente. Os balanços das montadoras registram que as receitas ficam vulneráveis à desvalorização da moeda e retida no país devido aos controles cambiais. As grandes montadoras globais, Ford, GM, Toyota e Fiat/Chrysler, fabricaram 36.919 veículos no primeiro semestre de 2013. Mas, neste ano, foram apenas 6.161 unidades, quase 1.000 veículos por mês, no mesmo período.
 
Os volumes de vendas caíram 75%, no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2013. O nível do ano passado foi o mais baixo nos últimos dez anos. A situação tornou-se alarmante, pois afeta diretamente toda a cadeia produtiva que gira em torno das montadoras. Além disso, o governo restringe a importação de veículos.
 
O resultado dessa política provoca o fechamento de empresas, a falta de produtos básicos de higiene, limpeza etc., e a população se prejudica com uma das mais altas taxas de inflação do mundo. Quando assumiu a presidência, Hugo Chaves transformou o governo na única fonte de dólares no país, controlando rigidamente sua liberação. Bilhões de dólares foram perdidos para a corrupção, com empresários cobrando do governo por importações nunca realizadas, fato reconhecido publicamente pelas autoridades.
 
Economistas dizem que os fabricantes de carros, assim como a imprensa (pelo controle do fornecimento de papel), engarrafadores e processadores de alimentos têm sido fortemente afetados pela escassez de dólares, que impede muitas indústrias de pagar grande parte das importações, tão necessárias em um país que, praticamente, só produz petróleo.
 
Em 2012, a Venezuela ocupou o terceiro lugar no ranking de veículos produzidos na América Latina, segundo a Organização Internacional de Veículos Automotores. Neste ano, a Venezuela está na nona posição.
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O assunto já foi notícia nos primeiros meses de 2014. O país que já foi o terceiro maior produtor de veículos da América do Sul vê, agora, sua indústria automobilística em queda livre, com produção 80% menor do que em 2013. O problema é que o governo do ditador Nicolas Maduro controla o fluxo de dólares no país e restringe seu fornecimento ao setor que, assim, não tem como pagar as importações de autopeças.
 
Dessa forma, a crise chega ao Brasil, pois, segundo o Sindipeças, as exportações nacionais para a Venezuela, entre janeiro e maio deste ano, caíram 79%, um valor de US$ 23 milhões, em relação ao mesmo período do ano passado. Os fabricantes brasileiros sentiram o impacto e temem pelo pior.
 
A fábrica da Ford, em Valência, a cerca de 180 quilômetros de Caracas, por exemplo, continua funcionando precariamente com seus 2.500 empregados comparecendo todos os dias aos seus postos de trabalho. Seus empregos estão protegidos por rígidas leis trabalhistas. Eles produzem, diariamente, um punhado de modelos Fiesta e Explorer.
 
A produção e a venda de veículos na Venezuela estão caindo rapidamente. Os balanços das montadoras registram que as receitas ficam vulneráveis à desvalorização da moeda e retida no país devido aos controles cambiais. As grandes montadoras globais, Ford, GM, Toyota e Fiat/Chrysler, fabricaram 36.919 veículos no primeiro semestre de 2013. Mas, neste ano, foram apenas 6.161 unidades, quase 1.000 veículos por mês, no mesmo período.
 
Os volumes de vendas caíram 75%, no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2013. O nível do ano passado foi o mais baixo nos últimos dez anos. A situação tornou-se alarmante, pois afeta diretamente toda a cadeia produtiva que gira em torno das montadoras. Além disso, o governo restringe a importação de veículos.
 
O resultado dessa política provoca o fechamento de empresas, a falta de produtos básicos de higiene, limpeza etc., e a população se prejudica com uma das mais altas taxas de inflação do mundo. Quando assumiu a presidência, Hugo Chaves transformou o governo na única fonte de dólares no país, controlando rigidamente sua liberação. Bilhões de dólares foram perdidos para a corrupção, com empresários cobrando do governo por importações nunca realizadas, fato reconhecido publicamente pelas autoridades.
 
Economistas dizem que os fabricantes de carros, assim como a imprensa (pelo controle do fornecimento de papel), engarrafadores e processadores de alimentos têm sido fortemente afetados pela escassez de dólares, que impede muitas indústrias de pagar grande parte das importações, tão necessárias em um país que, praticamente, só produz petróleo.
 
Em 2012, a Venezuela ocupou o terceiro lugar no ranking de veículos produzidos na América Latina, segundo a Organização Internacional de Veículos Automotores. Neste ano, a Venezuela está na nona posição.
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