Home Notícias Motocicleta representou 80,56% dos acidentes com vítimas fatais e graves em Teresina

Motocicleta representou 80,56% dos acidentes com vítimas fatais e graves em Teresina

Comentários desativados em Motocicleta representou 80,56% dos acidentes com vítimas fatais e graves em Teresina

 

 
Dados do relatório do quarto trimestre de 2013 do projeto Vida no Trânsito confirmam: a motocicleta representou 80,56% dos acidentes com vítimas fatais e graves em Teresina. Outro dado preocupante apontado no relatório é que entre os acidentes com vítimas fatais envolvendo motociclistas 14,3% estavam com indícios de ingestão alcoólica e 11,4% não usavam capacete.
 
Os números contabilizados no relatório mostram que no quarto trimestre de 2013 aconteceram 35 óbitos em Teresina, 217 feridos graves e 1.670 demais vítimas de acidentes de trânsito. Desse número, o sexo masculino é prevalente nos acidentes com vítimas fatais, 88,6%, sendo 82,9% com vítimas graves.
 
Ainda segundo o relatório, a maior parte dos acidentes ocorreu nos turnos manhã e noite, tendo os finais de semana o maior percentual de vítimas graves e fatais. Em relação à faixa etária das vítimas, a maior parte das vítimas fatais, 31,4%, está entre pessoas de 18 e 25 anos.
 
Para gerente de Educação de Trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito ( Strans), Samyra Motta, o relatório é uma radiografia do trânsito da cidade, além de demonstrar o perfil dos condutores e motoristas de Teresina. “O relatório do Projeto Vida no Trânsito tem norteado o nosso trabalho e colaborado para que possamos focar realmente no problema. Com os dados do quarto trimestre de 2013 vimos que a motocicleta ainda tem liderado no tocante aos acidentes e temos direcionado nossas ações para reverter esse quadro”, destacou.
 
A gerente informou que os motociclistas têm sido o alvo para o trabalho mais forte e uma atenção especial da Superintendência. “Temos investido em ações de educação no trânsito para que possamos reduzir esses índices apontados no relatório. O Projeto Vida no Trânsito nos proporcionou integrar as forças dos órgãos envolvidos com a questão do trânsito e isto tem facilitado na tomada de decisões. Esse ano formamos uma Comissão de Análise de Acidentes e nossa meta é reduzir cada vez mais essas estatísticas negativas do trânsito da capital”, ressaltou.
 
A meta do Projeto Vida no Trânsito é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões decorrentes de acidentes de trânsito até 2020. Um dos principais objetivos do projeto é reunir os dados registrados sobre acidentes de trânsito, com o intuito de identificar as vítimas graves e fatais e os fatores de risco associados para, a partir daí, implementar ações a fim de reduzir os índices de acidentes, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
O projeto é coordenado pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e trabalha em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), órgão responsável pela análise de dados. O trabalho é realizado de acordo com a metodologia proposta para cinco capitais (Curitiba, Belo Horizonte, Campo Grande, Palmas e Teresina), que fazem parte do projeto para acompanhamento e monitoramento da situação, como parte das atividades do Projeto  Vida no Trânsito (PVT).
Artigos Relacionados
Leia mais em Notícias
Comentários estão fechados

Veja também

GM vai ampliar investimentos em carros elétricos e autônomos para US$ 35 bilhões até 2025

A GM vai adiantar a construção de duas novas fábricas de células de bateria Ultium nos EUA…