A modalidade de transporte por aplicativo de moto Uber Moto contribuiu para reduzir desigualdades socioeconômicas no transporte no município de São Paulo, de acordo com um estudo realizado pela Uber. O levantamento teve como base uma análise geoespacial e uma pesquisa com usuários, que contou com a participação de cerca de 1.840 pessoas que utilizaram Uber Moto, e revelou que o uso da modalidade foi predominante em regiões economicamente menos favorecidas.
O estudo cruzou os pontos de origem das viagens com carros e motos com dados demográficos do Censo brasileiro. Uma pesquisa por e-mail também foi enviada aos usuários que realizaram viagens com Uber Moto para entender o perfil socioeconômico e de gênero, além de suas motivações.
Uber Moto atendeu bairros de baixa renda e mulheres
Ao agregar os locais de embarque por setor censitário, a pesquisa constatou que a renda média mensal per capita nas áreas de embarque de modalidades de quatro rodas, como UberX, era 42% maior do que nas áreas de embarque das viagens feitas com Uber Moto – R$ 2.995 contra R$ 2.115.
Em outras palavras, as viagens de Uber Moto em São Paulo tendem a começar em regiões com renda significativamente mais baixa do que as viagens em veículos de quatro rodas da Uber. Vale destacar que isso foi observado tanto em janeiro – quando Uber Moto ainda não operava no centro expandido da cidade – quanto em maio, quando o serviço funcionou em todo o município.
Além disso, o Uber Moto mostrou-se uma opção de transporte especialmente relevante para mulheres. Elas constituíram 67% dos participantes da pesquisa, sugerindo que o serviço oferece suporte à mobilidade feminina de uma forma que outros meios de transporte não conseguem.

Figuras: (a) Densidade de embarques com veículos de quatro rodas; (b) renda média per capita, e (c) densidade de embarques com Moto, mapeadas por distrito.
Os dados de viagem correspondem ao período de 15 a 26 de maio, e a densidade de viagens foi ponderada pela área geográfica do bairro.
Os dados de renda per capita são do Censo brasileiro, reagrupados no nível de bairro.
As linhas amarelas correspondem às linhas do Metrô de São Paulo.
Nas figuras (a) e (c), os bairros mais escuros correspondem a uma maior densidade de viagens.
Na figura (b), os bairros mais escuros correspondem a uma maior renda per capita.
Observando os mapas na imagem acima, percebe-se os embarques com carros são mais concentrados nas regiões centrais da cidade (bairros em vermelho escuro na Figura A), que corresponde aproximadamente às áreas de maior renda da cidade (representadas pelos bairros em verde escuro na Figura B).
Por outro lado, os embarques de Uber Moto estão mais distribuídos de forma uniforme pela cidade (com maior densidade representada pelos bairros em azul mais escuro na Figura C), com destaque para zonas mais densamente atendidas em bairros da zona leste, como Itaim Paulista, Itaquera e Lajeado, e da zona oeste, como Campo Limpo e Capão Redondo. O cruzamento indica que o deslocamento por Uber Moto está especialmente bem posicionado para atender usuários de baixa renda.
Além disso, cerca de ⅔ dos participantes da pesquisa que utilizaram Uber Moto em maio de 2025 relataram ganhar menos de R$ 4.000 por mês, enquanto ⅓ relatou ganhar menos de R$ 2.000. Esses usuários de Moto se enquadram nas faixas de renda mais baixas, comumente referidas como classes C, D e E, que representam domicílios com menor poder aquisitivo.
Modalidade ampliou o alcance à rede de transporte público
O estudo também indicou que o Uber Moto ampliou o alcance da rede de transporte público de São Paulo. Para os moradores de bairros periféricos que muitas vezes precisam fazer múltiplas baldeações para cobrir o chamado “último quilômetro”, o serviço é uma opção prática para acessar o transporte público. Cerca de 1 em cada 3 usuários que responderam à pesquisa usou o Uber Moto para se conectar a uma estação de metrô ou um ponto de ônibus.
“Os resultados mostram que Uber Moto ajuda a suprir, de forma inclusiva e equitativa, a carência deixada pelas opções de transporte existentes – seja transporte público, táxis, caminhadas ou carros particulares, em especial quando essas alternativas não conseguem atender às necessidades das pessoas de forma confiável, segura e acessível”, ressalta Débora Brito, gerente de Operações para Uber Moto no Brasil.










